quinta-feira, 27 de outubro de 2022

FISIOTERAPIA PARA CORRIGIR A RESPIRAÇÃO

 

A RESPIRAÇÃO BUCAL É DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR VARIAS DOENÇAS


    O padrão respiratório fisiológico é exclusivamente via nasal, acordado ou dormindo.
    Veja a lista longa de problemas que podem advir direta ou indiretamente da respiração bucal:
- Na cavidade oral » Alteração do microbioma oral, aumento da incidência de cárie e doenças gengivais, alteração química da saliva, mastigação insuficiente, indução de mastigação unilateral, discrepância no desenvolvimento dos ossos maxilares, dentes tortos.
- No aparelho digestório » Gastrite, refluxo gastro-esofágico, alteração do microbioma intestinal, aumento da permeabilidade intestinal, aumento de gases.
- Na postura corporal: Alteração das curvas em todos os níveis da coluna vertebral, possibilidade de escoliose, lordose ou sifose.
- Otorrino » Aumento da incidência de otites de repetição em crianças, hipertrofia de amídalas e adenoides, sinusite, rinite em crianças ou adultos.
- Nos pulmões » Sofrimento pulmonar, 24h por dia, 7 dias por semana, pela inalação de ar sem filtragem, sem umidade adequada e sem a temperatura correta.
- No corpo » Aumento de ocorrências alérgicas inclusive alimentares, bronquite, possibilidade de cardiopatias e degenerações neurológicas como Alzheimer, em consequência das inflamações gengivais crônicas, aumentadas pela respiração bucal.

    Olha só quanta coisa que pode te prejudicar ao respirar errado. Tem muito mais ainda, mas ficarei nestes ai.
    O hábito da respiração pela boca pode iniciar desde a 1a infância. aumenta nas crianças amamentadas com mamadeiras, uso de chupetas inadequadas, e falta de atenção dos pais.
    Essa vai para os pais. Reparem nos lábios dos seus filhos, principalmente durante o sono. Eles devem estar totalmente selados (unidos). Qualquer abertura já caracteriza desequilíbrio.

    A boa notícia é que a reversão do padrão respiratório de bucal para nasal exclusivo é possível. 
    Em bebês é mais simples bastando unir os lábios com os dedos e segura-los por 10 minutos em cada período de sono. Depois pode soltar, mesmo que os lábios se abram novamente. Repita em cada período de sono. Ao longo do tempo, vocês perceberão que os lábios ficarão cada vez mais tempo unidos, até que em pouco tempo, automaticamente eles ficarão selados espontaneamente.

    Em crianças maiores e adultos, há a necessidade de terapias específicas.

    Preste atenção e se policie a manter os lábios unidos. É importante mas talvez não seja suficiente. Existem fisioterapias apropriadas à automatização de comando do selamento dos lábios.
    Chega a ser de fácil execução, só que.... a taxa de insucesso é alta. 

    Mas não era fácil reverter? 
    Sim, é! 

   A fisioterapia deve ser executada continuadamente por um período de aproximadamente 1 ano. Em caso de interrupção o processo é zerado e tem que começar do zero novamente.
Por outro lado, quem tem foco e persiste, é premiado com melhora de sua saúde, qualidade e longevidade de vida.
Numa próxima postagem, eu vou ensinar a fisioterapia de reversão da respiração bucal.
Aguardem.

Por 
Dr. Luis Antonio Pinto
CROSP 30.698
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares
  




SENSAÇÃO DE SUFOCAMENTO

 

COMO CONSEGUIMOS VOLTAR A RESPIRAR NUM EVENTO DE APNEIA DO SONO


    Apneia do sono são eventos de paradas respiratórias que ocorrem de forma não fisiológica durante o sono. Vocês podem ler na postagem anterior como isso ocorre.

    O paciente em apneia do sono não consegue respirar. Está dormindo e não tem controle sobre isso.

Então, como o corpo se defende dessa situação complicada?

Com o bloqueio da respiração, não ocorre a troca de oxigênio nos pulmões como é óbvio. Sem renovação do ar, a taxa de CO2 no sangue aumenta,  deixando o ph sanguíneo mais baixo, ou seja, mais ácido. 

    No corpo humano existem receptores (quimio-receptores) que medem a concentração do CO2 de forma direta ou indireta. O cérebro é avisado da falta de oxigênio, mas o centro apnêustico (veja post anterior) está acionado (cortando a ação dos músculos respiratórios) devido à posição incorreta da língua aliada à flacidez da musculatura da garganta. E agora? A alternativa é "chacoalhar" o paciente para que a língua saia da posição incorreta e deixe de ativar o centro apnêustico. Uma maneira de proporcionar esse "chacoalho" é descarregar uma grande quantidade de adrenalina na circulação. Com isso o coração ficará acelerado a ponto do paciente se movimentar, mesmo dormindo, e com isso a respiração é liberada; e vem aquele suspiro enorme.




Sim, por causa da adrenalina, a pressão arterial sobe. Aliás, num exame de MAPA, aquele que você passa 24h com aparelho de pressão, se o aparelho detecta aumento da pressão durante a noite, são fortes os indício de apneia do sono.

E é o aumento da pressão arterial em cada evento de apneia do sono que aumenta o risco de eventos cárdio-respiratórios e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Por isso, devemos tratar o paciente portador dessa disfunção. 

Tratar do paciente, NÃO da apneia. Atuar nas causas para NÃO ter apneia do sono.

Por

Dr. Luis Antonio Pinto

CROSP 30.698

Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares

Apneia do sono pode ser curada!

 

TRATAR CAUSAS OU CONSEQUÊNCIAS?

 

   

 Por quê tratar apneia do sono abordando apenas a consequência, que são as paradas respiratórias, e não investigar as causas das paradas, e propor um tratamento que as elimines adequadamente, dando chance de cura?



Uso de mini-compressor de ar de suporte à respiração durante o sono



    A apneia do sono tem causas conhecidas. A principal delas é a respiração oral. Essa condição proporciona uma série de desequilíbrios funcionais. As 2 principais são a perda de tônus (rigidez) dos músculos da garganta e a posição de repouso da língua incorreta, fora do lugar fisiológico que é colada ao céu da boca (palato).
    Vou explicar como é o mecanismo da apneia: as paradas respiratórias são eventos FISIOLÓGICOS. Seu mecanismo nos protege do risco de aspirarmos algo para os pulmões quando deglutimos alimentos, líquidos e até mesmo saliva. Imagine se, bem na hora que algo esteja passando pela garganta, você faz uma inspiração? Lógico que o que está passando ali naquele momento poderá ser aspirado para os pulmões. Por esse motivo, Papai do céu ou a evolução (como queiram), nos dotou de um sistema bem interessante. Na garganta, existem nervos que ao serem tocados disparam impulsos elétricos que ligam diretamente à um local no cérebro chamado de Centro Apnêustico. Em resposta ao estímulo, o centro apnêustico corta totalmente a ação dos músculos respiratórios impossibilitando a respiração, evitando aspiração para os pulmões. Assim que o alimento passa pela garganta e a língua deixa de tocar a área receptora dos nervos, param os estímulos e o centro apnêustico libera os músculos respiratórios e assim, voltamos a respirar normalmente. Tudo muito rápido e altamente especializado.
O erro ou o evento que não é normal (não fisiológico) ocorre quando, ao dormir, a língua erradamente toca a região inervada do centro apnêustico, que imediatamente corta a respiração. O problema é que na verdade não se está engolindo nada. E enquanto a língua ficar lá, tocando a região, o centro apnêustico ficará acionado, impedindo a ação dos músculos respiratórios. Pode levar muitos segundos e muitas vezes mais de 1 minuto sem respirar! E isso se repete muitas vezes por hora durante o sono.
Isso á a Apneia do Sono.
Existem co-fatores que podem agravar o quadro da apneia. 
Excesso de gordura na região da garganta, alimentação pesada no jantar, ingestão de álcool, dentre outros, agravam o relaxamento muscular que provoca aumento da frequência e tempo dos episódios. 



Então o que é melhor? Tentar reverter o padrão respiratório de bucal para nasal exclusivo, dia e noite e recuperar o tônus muscular na garganta ou simplesmente usar aparelhos intra-bucais de avanço mandibular ou equipamentos de injeção positiva de ar com uso de máscara, ambos de uso contínuo e eterno?
O que você preferiria como tratamento?   
Deixando claro que em casos de apneia grave, o uso do equipamento pode e deve ser utilizado. Mas mesmo nos casos graves, a remoção das causas proporcionarão melhora do quadro, permitindo no decorrer do tratamento, a remoção do equipamento.
Se sua opção é por um tratamento que procure identificar e remover adequadamente as causas da apneia, permitindo a chance de cura, saiba que embora sejam procedimentos simples e elementares, dá bastante trabalho. O paciente deve ter um nível alto de colaboração com os tratamentos propostos. Portanto, se não houver colaboração não será possível atingir resultados satisfatórios.
Se você não tem essa determinação e foco, então melhor é continuar com procedimentos tradicionais. 

Nas próximas postagens, mais curiosidades sobra a apneia do sono.

Dr. Luis Antonio Pinto
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares
CROSP 30.698

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Enxaqueca

Tratando fora da caixinha

A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas em pé


A enxaqueca é a 2a maior causa de afastamento do trabalho. Acomete cerca de 25% da população mundial.
Os tratamentos convencionais são realizados, majoritariamente, com uso de drogas e eventualmente outras terapias coadjuvantes.
Porém essas drogas não são efetivas o tempo todo, obrigando ao uso de doses cada vez mais altas e que muitas vezes deixam de produzir o alívio desejado.
A fisiopatologia das enxaquecas ainda não é totalmente conhecido, mas sabe-se que alguns fatores tem um peso maior no disparo da enxaqueca.

O bem-estar está apoiado em 3 condições básicas: 
- Estrutural ou físico: nesse quesito, as funções musculares, hábitos posturais e de mastigação e forma do esqueleto ósseo, processos respiratórios, devem estar em condições que permitam  desempenhar  funções equilibradas, sem esforços ou para-funções.
- Químico: por química entende-se os hábitos alimentares, condições metabólicas, fornecimento de oxigênio, sono e  necessidades nutricionais individualizadas.
- Emocional: o fator emocional também tem sua importância. Estresse, ansiedade, depressão, maus pensamentos, tudo isso pode contribuir para os gatilhos da enxaqueca.

Então, por quê não tentar algo que reduza ao máximo esses componentes, para que a enxaqueca desapareça da sua vida. Por quê não pensar fora do tradicional ou fora da caixinha. Afinal, você se trata com os métodos habituais e não deve estar satisfeito com o resultado. Por outro lado, tratar das causas acima não apresenta efeito colateral algum. Só te proporcionará benefícios e qualidade de vida.

Muitas vezes, tratando um dos fatores acima, poderá haver melhora significativa das crises. Mas se puder regular todos, muito melhor, até porque seu corpo sentirá os benefícios.

Nós aqui, tratamos das funções estruturais. Procuramos identificar e remover, de forma adequada, as causas da disfunção do sistema mastigatório. 
A respiração nasal e exclusiva é outro ponto de suma importância em todo esse processo. Fisioterapias são aplicadas aos casos onde o padrão respiratório se dá de maneira errada, ou seja, pela boca, tanto acordado como dormindo.

Em muitos casos, com a recuperação funcional do sistema mastigatório e estabelecimento da respiração nasal exclusiva, os episódios de enxaqueca diminuem ou desaparecem. 
Mas, como enxergamos o paciente como um todo, a questão química deve ser investigada  com a solicitação de exames laboratoriais que auxiliarão numa eventual correção nutricional. Neste caso, encaminharemos a um profissional da área da nutrição funcional para avaliação prescrições precisas.
Suplementação de nutrientes associada à dieta de baixo índice glicêmico podem dar bons resultados no controle dos gatilhos da enxaqueca.

Um fator importantíssimo para a saúde, qualidade e longevidade de vida e, claro, na redução das inflamações alimentares que podem ser gatilho, é a respiração exclusivamente nasal. O respirador oral crônico, tem o IgG aumentado devido a exposição dos pulmões a um ar respirado sem filtragem, sem equalização de temperatura e sem a umidade ideais, agredindo os alvéolos pulmonares provocando resposta inflamatória que justifica o aumento das imunoglobulinas. O relação com as intolerâncias alimentares, é que com mais IgG circulando, mais resposta inflamatória se terá a certos tipos de alimentos.

E o fator emocional também pode e deve merecer atenção. Muitas vezes a prática de técnicas de meditação ajudam muito a baixar o nível de estresse, ansiedade, depressão, etc.
Óleos essenciais também são excelentes opções para um bem estar em vários momentos do dia ou para ajudar na qualidade do sono.

Não existe solução mágica em saúde. Se você quer um remedinho milagroso, esqueça. A dor é um sinal que te avisa que algo não está bem. Aí, a medicina tradicional tenta suprimir a dor ao invés de investigar ou tentar investigar o que seu corpo está querendo te avisar.
Dá trabalho, mas vale a pena!



segunda-feira, 13 de abril de 2020

Comorbidade Respiratória em tempos de Covid-19

A pandemia da Covid-19, tem mostrado que a letalidade maior ocorre em pacientes acima de 60 anos. Mas não só. Muitos casos de pessoas mais jovens complicam-se devido as chamadas comorbidades. Comorbidades são outros problemas crônicos que a pessoa convive, muitas vezes até sem saber.
Também é amplamente divulgado, que a complicação principal é o envolvimento pulmonar que a doença provoca, levando à insuficiências respiratórias, obrigando, nos casos mais severos, ao uso de equipamentos de ventilação mecânica, os tão falados "respiradores".
E é no envolvimento pulmonar que chamo atenção à "comorbidade respiratória".
Todo paciente que respira pela boca tem complicações em nível pulmonar. Será mais comprometedor quando maior for o tempo a respirar de forma não fisiológica (pela boca).

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Ao respirar pela boca, o ar entra para os pulmões sem qualquer tratamento prévio, ou seja, ele vai sujo, sem umidade adequada e sem a temperatura correta. Estas 3 coisas resultam em maior dificuldade para transferir o oxigênio para o sangue, nos alvéolos pulmonares, além da invasão de alérgenos que invadem o corpo, provocando reações imunológicas, aumentando a produção de imunoglobulinas.
Nestas condições, e quanto mais tempo, mais comprometimento, os alvéolos podem fibrosar, perdendo suas características funcionais.
Havendo uma doença, como a Covid-19, que ataca os pulmões e este já estando previamente e cronicamente comprometido, as complicações serão maiores, com certeza.
Mas não pense que será fácil passar a respirar exclusivamente pelo nariz. isto exige muita disciplina e execução de fisioterapias específicas, que vou abordar no próximo post.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Dor de Cabeça

Dor de Cabeça - É possível viver sem ela!

Se você não aguenta mais essa dor de cabeça que te atormenta quase todos os dias, ou se conhece alguém que vive esse inferno, leia este post atentamente até o fim.


O objetivo desta postagem é orientar o paciente leigo sobre as possibilidades de tratamento que poderão ser adotados com o objetivo de proporcionar uma vida de qualidade, sem dor.
Portanto, não se trata de um tratado científico sobre dor.
Para começar, sentir dor é um sinal de alerta que seu corpo transmite, com objetivo de chamar sua atenção de que algo não está bem. Esta dor é do tipo crônica. Já a dor aguda, é aquela que se sente frente a um trauma sofrido (pancada, corte, acidentes, incluindo os vasculares).
Infelizmente, a dor crônica ainda é frequentemente, sub-avaliada. Boa parte dos profissionais da saúde trata da dor como algo que não tem cura, mas que pode ser controlada com medicamentos. Será esse o único caminho?
Ora, se você come alguma coisa que sempre te faz mal, se não comer não vai passar mais mal... Se você sente dor porque tem uma pedra no sapato, quando remover a pedra, a dor acaba (esse exemplo não é de dor crônica, mas só para expressar a relação de causa-efeito do surgimento do evento dor).
Quem sofre com dores intensas e nunca procurou um médico, o que aconselho a fazer é que procure um médico neurologista, para que este peça exames de imagem do cérebro, a fim de descartar qualquer outra possibilidade da causa da dor ocorrer por alguma estrutura anômala dentro do cérebro. A possibilidade é remota, mas existe. Descartado a presença de qualquer tipo de anomalia cerebral, sugiro fortemente que procure um dentista especializado em Ortopedia Funcional dos Maxilares ou em Disfunção Têmporo- Mandibular, mas que tenha atuação em função mastigatória.
Por quê da sugestão? Porque mais de 90% das dores crônicas de cabeça, tem como causa a tensão dos músculos, principalmente os envolvidos com o processo mastigatório. É a chamada dor tensional. As estruturas da boca estariam de tal forma erradas, que a ação dos músculos se torna errada também, fazendo surgir o que chamamos de para-funções musculares. É possível perceber claramente essa condição numa avaliação clínica de palpação dos músculos.
A partir do momento em que possamos identificar as causas, e a seguir, realizar um tratamento que devolva condições estruturais para o sistema trabalhar sem sobrecargas, a dor desaparece. Portanto, umas das possibilidades de produzir dor crônica, e a maior, está do desequilíbrio funcional ligado à alterações estruturais. 
Mas também pode colaborar para a dor crônica, alterações químicas do corpo. Coisas que comemos e que não nos faz bem (e muitas vezes nem percebemos), falta de alguma vitamina, deficiência na produção de algum hormônio, dentre outra questões metabólicas.
E por fim, outra causa que pode colaborar para a dor, é a questão emocional, fechando assim um triângulo: Estrutural - Químico - Emocional.


Puxa, então tem que tratar de tudo isso? Se for detectado numa avaliação criteriosa, sim! Mas você leu o que escrevi mais acima? Mais de 90% das dores crônicas são de origem tensional. Então, constatada a disfunção, iniciaremos por reequilibrar o estrutural, colocando você para mastigar de forma equilibrada e sem tensões. Com tratamento adequado, é possível verificar se somente o tratamento da disfunção é suficiente para a eliminação da dor ou se será necessário investigar toda a parte química, através de exames laboratoriais e desafios alimentares para testar o que é bom e o que não é bom naquele momento, para a tua saúde.
O que não concordo, são tratamentos onde os profissionais visam classificar seu tipo de dor, tudo muito bonitinho, mas, na prática, te prescrevem medicamentos que visam combater "apenas" as consequências. Sim, é importante poder ficar livre da dor. Mas com que custo para a saúde? Temos sim que proporcionar uma vida sem dor, mas não apenas as custas de remédios, que, como sabemos, tem efeitos limitados e um monte de efeitos colaterais.
Dê uma chance à sua qualidade de vida e à sua saúde. Mas se você quer ficar com a Neusa ou outra droga qualquer, o resto da vida, a opção é sua.

Dúvidas? Entre em contato (11) 94194 9070 


terça-feira, 16 de abril de 2019

Do Ronco à Apneia

A causa do Ronco e da Apneia é a mesma, quase sempre!

O ronco é produzido pela vibração dos tecidos moles da garganta, devido à flacidez em que se encontram.



Portanto, nas pessoas que roncam, em alto e bom som, e todas as noites, existem disfunções que levam à perda do tônus (rigidez) dos músculos do orofaringe.
Fatores como ingestão de álcool, alimentos ditos pesados e gordurosos, cansaço físico, podem produzir esse excesso de flacidez pontual e propiciar a ocorrência da vibração desses tecidos e, consequentemente,  do som característico.
Outro fator que não é a causa básica de quem ronca sempre, mas que, com certeza agrava o problema, é o sobrepeso. Existem muitas pessoas com sobrepeso que não roncam e existem muitos magros que roncam.
Na maioria dos casos a respiração oral é a grande responsável por todo esse desequilíbrio funcional, que acaba por proporcionar a tal flacidez.
Nem sempre o ronco evolui para uma apneia do sono. Mas a causa, na maioria das pessoas, é a mesma. Só que na apneia, a língua se desloca para o fundo da boca. 
Mas insisto numa hipótese: NÃO é por isso que existe obstrução à passagem do ar! O fenômeno da apneia ocorre porque a língua se posiciona como se estivéssemos engolindo e, dessa forma, o centro apneústico, localizado no Sistema Nervoso Central, mais precisamente no tronco encefálico, bloqueia a ação dos músculos respiratórios. Isso serve para nos proteger e evitar que ocorra aspiração de substâncias para os pulmões. Só que na apneia do sono, não estamos a engolir nada, porém a língua se posiciona desta forma, produzindo estímulo do nervo glossofaríngeo, que interpreta essa posição como de deglutição e, assim, o evento de bloqueio se estabelece. E o pior é que enquanto a língua tocar esse ponto, o bloqueio estará acionado, como se você pisasse no pedal do freio, bloqueando o rodar de um carro. Por isso se vê, em polissonografias, apneias que duram 1 minuto ou até mais.
A sensação é de sufocamento!


E por quê a língua fica nessa posição de forma incorreta? Porque, não existe selamento dos lábios. Não existindo selamento labial, a pressão, que deveria ser sub-atmosférica, dentro da boca, não é; fica igual ao ambiente externo. Sem essa condição única, a língua cai e se posiciona lá para trás, proporcionando tudo isso.
No caso da apneia, também é importante a regulação dos estímulos que são expostos os nervos encefálicos, especialmente os diretamente envolvidos com isso, no caso o IX e X pares (glossofaríngeo e vago) e o V par, o trigêmeo, porque este se relaciona com todos os pares encefálicos, e uma sinalização ruim dele, pode interferir neurologicamente na ação dos outros. Portanto, a função mastigatória e a posição espacial das articulações da boca (ATM), devem ser avaliadas também nos pacientes portadores de apneia.
Se o objetivo da saúde é identificar e remover, de forma adequada, as causas das doenças ou disfunções, é importantíssimo que possamos tratar das causas também no ronco e principalmente na apneia, e não somente combater suas consequências ou criar soluções simplistas como vemos em muitas condutas terapêuticas.

Dúvidas? 
Entre em contato: Dr. Luis Antonio Pinto - CROSP 30.698
Tel.: 94194 9070