segunda-feira, 25 de março de 2019

ASMA

APROVEITANDO O "GANCHO" DO FANTÁSTICO SOBRE A ASMA


No passado domingo, dia 24/03/2019, o programa Fantástico da Rede Globo, apresentou uma reportagem muito útil, sobre a asma, feita pelo Dr. Dráuzio Varela.

Todo ano, nesta época de transição do verão para a temporada mais fria, as doenças respiratórias voltam a ficar em evidência e ganham as manchetes na mídia.
Mas infelizmente, a principal causa ainda não é sequer citada; a respiração oral.
A asma é um tipo de reação alérgica. Existem pessoas predisponentes a ter e outras não. Tanto é que pessoas de uma mesma família, expostos às mesmas condições ambientais, tem reações diferentes. Uns sentem muito e outros, absolutamente nada.
Sendo predisponente à asma, ainda assim, há a necessidade de um agente disparador da reação alérgica. Isso foi muito bem explicado e detalhado pelo Dr. Dráuzio no programa. 
Fuligem da poluição, ambientes favoráveis aos ácaros, fumaça do cigarro, etc, são os agentes que provocam uma reação anormal ao nível dos alvéolos pulmonares, dificultando a troca gasosa, deixando o paciente em crise, com falta de ar.
Mas por quê isto ocorre mais no outono e inverno? Já ouvi explicações de que, com o frio, as pessoas ficam mais em ambientes fechados, e se esses ambientes não são devidamente arejados e sem agentes disseminadores de ácaros e outras partículas, facilitaria a aspiração desses elementos e, consequentemente, a reação asmática, se manifestaria.
Mas se por um lado o ambiente fechado é ruim, não tem tanta poluição dentro de casa...
Se um ambiente fica bastante arejado, melhora o ambiente, mas permite a entrada de poluentes e poeiras.
Então, como nos comportar, não é mesmo?
A minha consideração sobre o aumento da incidência das doenças respiratórias no inverno, está justamente na temperatura do ar (mais frio), que é mais um agente causador de irritação dos alvéolos pulmonares.
Nos dias mais quentes, também há poluição, poeira, ácaro, etc, mas não há ar frio entrando nos pulmões; e a incidência das reações respiratórias é bem menor.
Portanto, o problema principal está na respiração pela boca. 
Se você respira pela boca, tudo que irrita os alvéolos pulmonares entra facilmente, inclusive o ar frio.
Mas se respirasse exclusivamente pelo nariz, a imensa maioria dos alergênicos ficariam retidos no muco nasal, além da temperatura, que ao passar pelo nariz, é equalizada rapidamente à temperatura corporal, proporcionando condições ideais do ar que chega aos pulmões.
A reportagem também associou rinite com asma: 
Como só tem rinite quem respira pela boca, logo compreendemos que só tem crise de asma quem respira pela boca também...
Por isso e por tantos outros problemas é que o cuidado com o padrão respiratório deveria ser tratado com mais ênfase, com mais divulgação, com mais atenção dos profissionais da saúde. Milhões de reais seriam economizados no serviço nacional de saúde. Milhões de pessoas ficariam menos doentes. Milhões de pais não precisariam faltar ao trabalho para acompanhar seus filhos nos pronto-socorros. Medicamentos com grandes efeitos colaterais não seriam utilizados. 


quarta-feira, 13 de março de 2019

Estabelecimento da respiração nasal em crianças

Como criar oportunidade da respiração nasal exclusiva, em crianças

A respiração é o primeira experiência que experimentamos ao nascermos. Mas nesse momento, ainda não está estabelecido o padrão respiratório. 
Algumas condições naturais favorecem a respiração nasal. A principal delas é a amamentação natural, no peito materno. É importante que o bebê tenha a oportunidade de ser amamentada naturalmente por no mínimo 6 meses.
Normalmente, crianças que não puderam ser amamentadas no peito, tem mais chances de respirar pela boca.
É para estes casos que procuramos meios auxiliares para que a respiração nasal seja experimentada e estabelecida como padrão respiratório.

-Em bebês até 2 anos de idade-

Se você observa que seu bebê dorme a maior parte do tempo com os lábios entre-abertos, é caso para dedicar atenção a esse fato.
Faça o seguinte procedimento:
- Verifique se o narizinho não está entupido. Você pode ter certeza disso, se colocar um espelho encostado as narinas e fechar os lábios dele. Se o espelho ficar embaçado, é porque o fluxo de ar passa pelo nariz. Sendo assim, prossiga.
- A cada período de sono, segure com seus dedos, unindo os lábios inferior com o superior, por 10 minutos. Sim fique lá segurando pacientemente durante todo tempo. Depois pode soltar. Mesmo que os lábios se abram novamente.
- Faça todos os dias e em cada período de sono até que você perceba que quando você solta os lábios, eles permanecem unidos e cada vez por mais tempo.
Pronto! A respiração nasal foi "aprendida".

-Em crianças maiores de 2 anos-

Ao invés de segurar os lábios, você pode usar esparadrapo hipoalergênico Micropore (3M)
Compre o esparadrapo hipoalergênico com a menor largura do mercado que é de 1,2 cm.
Verifique se o ar está passando normalmente pelas narinas, como explicado acima.
Depois que a criança dormir, corte cerca de 4cm de micropore, una os lábios e cole o esparadrapo verticalmente bem no meio dos lábios, conforme imagens abaixo.
Faça isso todos os dias, até perceber que a respiração nasal está estabelecida.

Veja a sequência de fotos de um caso real, de uma colega que aplicou no próprio filho.


O espaço de tempo entre a 1a foto e a última, onde a criança já dorme tranquilamente respirando pelo nariz, é cerca de 30 dias.

Não se preocupe. Esse esparadrapo (micropore), como o próprio nome sugere, tem micro poros. Portanto o ar passa normalmente através dele.

Lembre-se que a respiração bucal é a principal responsável por otite e amigdalite crônicas, além de processos alérgicos e respiratórios em crianças.
Se você conhece alguma criança que sofre com isso, divulgue essa terapia.
É simples. É fácil. É grátis. É saúde.
Se tiver dúvidas, entre em contato:
(11) 94194 9070.



segunda-feira, 11 de março de 2019

Fisioterapia para recuperação da respiração nasal exclusiva

Como conseguir parar de respirar pela boca

Uma das maiores dificuldades que os pacientes apresentam, é conseguir permanecer de lábios selados automaticamente, dia e noite.
Existem algumas opções de tratamento na fonoaudiologia e na otorrinolaringologia.
Mas faço uma consideração a estes tratamentos. Toda e qualquer terapia neste sentido, que não considere a questão neurológica envolvida neste processo, acaba por apresentar resultados insatisfatórios ou frustrantes a médio e longo prazos.

                             


É preciso estimular o Sistema Nervoso Central, com informações aferentes, captadas pelos neurônios sensitivos presentes nos lábios, pelo maior tempo possível, para que ocorra a automatização do comando para o selamento constante dos lábios.
Para produzir o estímulo, bastaria que o paciente, de forma voluntária e atenta, ficasse com os lábios selados por mais de 6 meses. 
Impossível não é mesmo? Teria que ter uma determinação muito grande. Mas como beira ao impossível, existe um meio, menos difícil, de conseguir a automatização.
A terapia foi concebida pelo professor Wilson Aragão, e conhecida como exercício do clips ou da correntinha. É realizada utilizando-se um desses dois objetos. Tem todo um por quê de ser. Posso explicar em detalhes para quem quiser saber.

,A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Se utilizar o clips, amarre-o ao pescoço com barbante, fio dental, ou outra corrente, a fim de evitar deglutição acidental.

O exercício:
Segure o clips ou correntinha com os lábios com força suficiente para não cair. Não aperte demasiadamente para não cansar o músculo orbicular dos lábios.
Faça isso sempre que não estiver falando e em locais onde se sinta confortável em fazer
Afinal, se você quer respirar corretamente, e quer ficar livre de sinusite, rinite, infecções crônicas de garganta e orelhas, sem refluxo, gastrites, apneia do sono, sem alta incidência de cáries e inflamações gengivais, dentre tantas outras doenças ou disfunções, faça em qualquer lugar e seja feliz.

O exercício tem tripla função:
1. Estímulo neurológico.
2. Tonificação do músculo dos lábios.
3. Alarme. 
Para que ocorra a automatização do comando de selamento dos lábios, a informação proporcionada pelo contato bilabial e exacerbada pela presença do objeto metálico fino, tem que ser por varias horas diárias. 
O tempo que o Sistema Nervoso Central precisa para o processo de automatização do selamento labial é de no mínimo 6 meses. Alguns casos poderá levar até 1 ano.

Não é fácil!
Embora extremamente simples, a dificuldade está na determinação pessoal em fazer o exercício, rigorosamente durante todo o tempo. Se a estimulação for interrompida por 1 semana, a plasticidade neuronal poderá ser totalmente perdida, voltando à estaca zero.
Mas, infelizmente, não conheço alternativa mais simples para isso. Portanto, penso que vale super a pena ser determinado, afinal, 6 meses ou 1 ano passam num piscar de olhos.

Exceções.
Se o paciente apresenta hipertrofias teciduais internas do nariz muito importantes, que impeçam a passagem do ar, há que se considerar junto com o médico otorrino, a realização de cirurgia reparadora, a fim de permitir que se possa ter um fluxo de passagem de ar via nasal.
Mas se o ar passa, mesmo com alguma pequena dificuldade, o exercício deve ser realizado mesmo sem nenhum procedimento cirúrgico.
Para ajudar, lave o nariz com soro fisiológico 2 vezes ao dia.

*Atenção*
Se você já tem rinite, é possível que, ao realizar o exercício nos primeiros dias, sua rinite fique mais exacerbada. Afinal de contas, a rinite é a inflamação crônica da mucosa nasal, que é preparada para a retenção de partículas em suspensão presentes no ar, mas que naquele momento, não está preparada para isso. 
Não se preocupe. Lave o nariz com soro mais ainda. insista no exercício. A fisiologia será restabelecida em pouco tempo. Portanto tenha paciência e não desista.

Tem dúvida? Quer mais informações? Escreva pra mim pelo WhatsApp (11) 94194 9070.