quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Enxaqueca

Tratando fora da caixinha

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A enxaqueca é a 2a maior causa de afastamento do trabalho. Acomete cerca de 25% da população mundial.
Os tratamentos convencionais são realizados, majoritariamente, com uso de drogas e eventualmente outras terapias coadjuvantes.
Porém essas drogas não são efetivas o tempo todo, obrigando ao uso de doses cada vez mais altas e que muitas vezes deixam de produzir o alívio desejado.
A fisiopatologia das enxaquecas ainda não é totalmente conhecido, mas sabe-se que alguns fatores tem um peso maior no disparo da enxaqueca.

O bem-estar está apoiado em 3 condições básicas: 
- Estrutural ou físico: nesse quesito, as funções musculares, hábitos posturais e de mastigação e forma do esqueleto ósseo, processos respiratórios, devem estar em condições que permitam  desempenhar  funções equilibradas, sem esforços ou para-funções.
- Químico: por química entende-se os hábitos alimentares, condições metabólicas, fornecimento de oxigênio, sono e  necessidades nutricionais individualizadas.
- Emocional: o fator emocional também tem sua importância. Estresse, ansiedade, depressão, maus pensamentos, tudo isso pode contribuir para os gatilhos da enxaqueca.

Então, por quê não tentar algo que reduza ao máximo esses componentes, para que a enxaqueca desapareça da sua vida. Por quê não pensar fora do tradicional ou fora da caixinha. Afinal, você se trata com os métodos habituais e não deve estar satisfeito com o resultado. Por outro lado, tratar das causas acima não apresenta efeito colateral algum. Só te proporcionará benefícios e qualidade de vida.

Muitas vezes, tratando um dos fatores acima, poderá haver melhora significativa das crises. Mas se puder regular todos, muito melhor, até porque seu corpo sentirá os benefícios.

Nós aqui, tratamos das funções estruturais. Procuramos identificar e remover, de forma adequada, as causas da disfunção do sistema mastigatório. 
A respiração nasal e exclusiva é outro ponto de suma importância em todo esse processo. Fisioterapias são aplicadas aos casos onde o padrão respiratório se dá de maneira errada, ou seja, pela boca, tanto acordado como dormindo.

Em muitos casos, com a recuperação funcional do sistema mastigatório e estabelecimento da respiração nasal exclusiva, os episódios de enxaqueca diminuem ou desaparecem. 
Mas, como enxergamos o paciente como um todo, a questão química deve ser investigada  com a solicitação de exames laboratoriais que auxiliarão numa eventual correção nutricional. Neste caso, encaminharemos a um profissional da área da nutrição funcional para avaliação prescrições precisas.
Suplementação de nutrientes associada à dieta de baixo índice glicêmico podem dar bons resultados no controle dos gatilhos da enxaqueca.

Um fator importantíssimo para a saúde, qualidade e longevidade de vida e, claro, na redução das inflamações alimentares que podem ser gatilho, é a respiração exclusivamente nasal. O respirador oral crônico, tem o IgG aumentado devido a exposição dos pulmões a um ar respirado sem filtragem, sem equalização de temperatura e sem a umidade ideais, agredindo os alvéolos pulmonares provocando resposta inflamatória que justifica o aumento das imunoglobulinas. O relação com as intolerâncias alimentares, é que com mais IgG circulando, mais resposta inflamatória se terá a certos tipos de alimentos.

E o fator emocional também pode e deve merecer atenção. Muitas vezes a prática de técnicas de meditação ajudam muito a baixar o nível de estresse, ansiedade, depressão, etc.
Óleos essenciais também são excelentes opções para um bem estar em vários momentos do dia ou para ajudar na qualidade do sono.

Não existe solução mágica em saúde. Se você quer um remedinho milagroso, esqueça. A dor é um sinal que te avisa que algo não está bem. Aí, a medicina tradicional tenta suprimir a dor ao invés de investigar ou tentar investigar o que seu corpo está querendo te avisar.
Dá trabalho, mas vale a pena!



segunda-feira, 13 de abril de 2020

Comorbidade Respiratória em tempos de Covid-19

A pandemia da Covid-19, tem mostrado que a letalidade maior ocorre em pacientes acima de 60 anos. Mas não só. Muitos casos de pessoas mais jovens complicam-se devido as chamadas comorbidades. Comorbidades são outros problemas crônicos que a pessoa convive, muitas vezes até sem saber.
Também é amplamente divulgado, que a complicação principal é o envolvimento pulmonar que a doença provoca, levando à insuficiências respiratórias, obrigando, nos casos mais severos, ao uso de equipamentos de ventilação mecânica, os tão falados "respiradores".
E é no envolvimento pulmonar que chamo atenção à "comorbidade respiratória".
Todo paciente que respira pela boca tem complicações em nível pulmonar. Será mais comprometedor quando maior for o tempo a respirar de forma não fisiológica (pela boca).

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Ao respirar pela boca, o ar entra para os pulmões sem qualquer tratamento prévio, ou seja, ele vai sujo, sem umidade adequada e sem a temperatura correta. Estas 3 coisas resultam em maior dificuldade para transferir o oxigênio para o sangue, nos alvéolos pulmonares, além da invasão de alérgenos que invadem o corpo, provocando reações imunológicas, aumentando a produção de imunoglobulinas.
Nestas condições, e quanto mais tempo, mais comprometimento, os alvéolos podem fibrosar, perdendo suas características funcionais.
Havendo uma doença, como a Covid-19, que ataca os pulmões e este já estando previamente e cronicamente comprometido, as complicações serão maiores, com certeza.
Mas não pense que será fácil passar a respirar exclusivamente pelo nariz. isto exige muita disciplina e execução de fisioterapias específicas, que vou abordar no próximo post.