É caracterizado por sensação de queimação no esôfago e garganta. Também provoca irritações nas cordas vocais e tosse.
Na literatura médica, são colocadas como principais causas, hábitos alimentares, sobrepeso, fumo, etc.
Infelizmente, a principal hipótese sobre a causa do refluxo, é negligenciado pela comunidade dos profissionais da saúde.
A esmagadora maioria dos pacientes portadores de refluxo, não tem selamento labial constante.
À ciência cabe buscar explicações para esse fenômeno.
A nossa hipótese é a seguinte: quando existe selamento constante dos lábios, dentro do oro-faringe, a pressão atmosférica se mantém, na média do tempo, menor que no meio externo (sub-atmosférica). É uma necessidade fisiológica que é estabelecida através das milhares de deglutições que realizamos ao longo do dia e noite. Na deglutição, engolimos ar e, se mantivermos os lábios selados, a pressão será menor dentro da boca. Isto significa que quem fica com os lábios entre-abertos ou escancarados, tem mais ar na boca. Todos os humanos deglutem o mesmo número de vezes, respiradores orais e nasais. Só que quem não tem o tal selamento dos lábios acaba por deglutir mais ar do que quem tem selamento. Isto tem até nome: aerofagia (comer ar). Ora, com um volume maior de ar (sim, ar faz volume) no estômago, na próxima deglutição, quando a válvula (hiato) se abrir, uma quantidade de ar vai querer escapar, voltando para o esôfago. O hiato, como toda válvula, é de sentido unidirecional; não pode ter fluxo no sentido contrário. Mas esse ar em excesso, ao longo de um certo tempo, provocará o mau funcionamento da válvula, permitindo o retorno de conteúdo estomacal para o esôfago. Esse conteúdo, extremamente ácido, provocará irritações no esôfago e em outras estruturas em direção à boca, com todos os sintomas comuns dessa disfunção.

A boa notícia é que essa disfunção é reversível. Com fisioterapia adequada, é possível recuperar a automatização do vedamento labial. Assim, os sintomas tendem a desaparecer rapidamente, como observamos em pacientes que tratamos e que apresentavam essa comorbidade.
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